terça-feira, 19 de novembro de 2013



Os trechos acima foram extraídos do minidicionário Aurélio, provavelmente existem outras definições para esses regimes políticos, mas creio que as escolhidas são bastante apropriadas. Na ditadura temos o exercício do poder absoluto de comando e tomada de decisões nas mãos de um grupo ou minoria de pessoas. Na democracia, em tese, todos (a maioria) podem participar das tomadas de decisões, o poder é distribuído, não ficando apenas concentrado nas mãos da minoria. Na democracia as pessoas tem o poder absoluto e escolhem seus representantes.

Na ditadura as pessoas não têm voz (não são ouvidas), os ditadores acredita que sabe o que é melhor para todos, assim foram as ditaduras ocorridas em todo o mundo, na Itália (com o regime de Benito Mussolini), na Alemanha (com Adolf Hitler), na Rússia (Joseph Stalin), na Líbia (com o regime recente de Muammar al-Gaddafi), no Brasil (com a ditadura militar deflagrada em 1964), também em muitas monarquias e regimes ditatoriais religiosos.

Esse tema foi escolhido com o único intuito de descobrirmos o real sentido de nossas reivindicações. Muitas pessoas fazem protestos e paralisações no Brasil, mas algumas vezes nem conseguem definir um motivo ou uma reivindicação. Acreditar que todo protesto e luta sem razão é correto e valido, é um erro. Ir as ruas lutar simplesmente porque é bonito, justificando que estamos fazendo isso em nome do patriotismo e da cidadania, quando na verdade estamos apenas tentando mostrar que podemos ser revolucionários e temos nossa mente aberta (alimentando nossa vaidade), é uma hipocrisia generalizada. Uma luta só é valida quando não temos que provar nada a ninguém, não uma repetição da história com finalidades intimamente egoístas mascaradas de patriotismo, sem banalização e motivos fúteis.

Uma luta com motivos reais e nobres, essa é a definição das reivindicações (protestos e paralisações) que eu acredito, sem mecanismos me controlando. As revoluções acontecem na mente das pessoas que têm a capacidade de pensar diferente, e não as que pensam como as maiorias. O que eu acabo de observar pode até parecer contraditório, quando eu digo que a democracia é feita quando enxergamos as maiorias (povo brasileiro), mas acreditem as maiorias podem ser influenciadas (manipuladas). A revolução está na crença dos oprimidos, os que lutam muitas vezes sozinhos, os ideais não nascem do conjunto, mas sim da individualidade. Seguir as multidões nem sempre consiste em está certo, mas sim em está cego. Tenham personalidade, saibam pensar por si mesmos. Não deixem que os outros possam lhe influenciar tão facilmente. 

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