Os trechos acima foram extraídos do
minidicionário Aurélio, provavelmente existem outras definições para esses
regimes políticos, mas creio que as escolhidas são bastante apropriadas. Na
ditadura temos o exercício do poder absoluto de comando e tomada de decisões
nas mãos de um grupo ou minoria de pessoas. Na democracia, em tese, todos (a
maioria) podem participar das tomadas de decisões, o poder é distribuído, não
ficando apenas concentrado nas mãos da minoria. Na democracia as pessoas tem o
poder absoluto e escolhem seus representantes.
Na ditadura as pessoas não têm voz (não
são ouvidas), os ditadores acredita que sabe o que é melhor para todos, assim
foram as ditaduras ocorridas em todo o mundo, na Itália (com o regime de Benito
Mussolini), na Alemanha (com Adolf Hitler), na Rússia (Joseph Stalin), na Líbia
(com o regime recente de Muammar al-Gaddafi), no Brasil (com a ditadura militar
deflagrada em 1964), também em muitas monarquias e regimes ditatoriais
religiosos.
Esse tema foi escolhido com o único
intuito de descobrirmos o real sentido de nossas reivindicações. Muitas pessoas
fazem protestos e paralisações no Brasil, mas algumas vezes nem conseguem
definir um motivo ou uma reivindicação. Acreditar que todo protesto e luta sem
razão é correto e valido, é um erro. Ir as ruas lutar simplesmente porque é
bonito, justificando que estamos fazendo isso em nome do patriotismo e da
cidadania, quando na verdade estamos apenas tentando mostrar que podemos ser
revolucionários e temos nossa mente aberta (alimentando nossa vaidade), é uma
hipocrisia generalizada. Uma luta só é valida quando não temos que provar nada
a ninguém, não uma repetição da história com finalidades intimamente egoístas
mascaradas de patriotismo, sem banalização e motivos fúteis.
Uma luta com motivos reais e nobres,
essa é a definição das reivindicações (protestos e paralisações) que eu
acredito, sem mecanismos me controlando. As revoluções acontecem na mente das
pessoas que têm a capacidade de pensar diferente, e não as que pensam como as
maiorias. O que eu acabo de observar pode até parecer contraditório, quando eu
digo que a democracia é feita quando enxergamos as maiorias (povo brasileiro),
mas acreditem as maiorias podem ser influenciadas (manipuladas). A revolução
está na crença dos oprimidos, os que lutam muitas vezes sozinhos, os ideais não
nascem do conjunto, mas sim da individualidade. Seguir as multidões nem sempre
consiste em está certo, mas sim em está cego. Tenham personalidade, saibam
pensar por si mesmos. Não deixem que os outros possam lhe influenciar tão
facilmente.



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